sábado, 13 de abril de 2013

A Carta para ti

Minha querida mãe, muitos parabéns para si, meu anjo da guarda, minha estrela brilhante.
Festeje o seu aniversário aí cima, desculpe não saber a data, só sei que é neste mês.
Perdoa-me por não saber a data, por nunca te ter visitado á campa, era apenas uma criança.
E sim, confesso, que fui má filha durante este tempo todo, e sei que apesar não te ver, estiveste sempre aqui a me ver, e estás, e sei que no fundo te desiludi várias vezes.
Sei que errei bastante, mas faz parte da vida, errar é humano.  Se fosses viva, fazia-te uma festa, apesar de não ter jeito para essas coisas.
Ainda hoje falam de ti, lembram-se de ti, têm saudades tuas, foste uma pessoa que entrou na vida e no coração de muitas pessoas, elas nunca te esqueceram, no fundo, ainda pensam em ti.
Mãe, tenho muito orgulho em ti, apesar de tudo.
Sei que ainda continuas por aqui algures, sei que achas que não estou bem, e que te sentes culpada por teres partido tão cedo, não te sintas culpada.
Apenas fico triste, não ter aproveitado todo tempo contigo, mas recordo-me sempre do que passamos, do que tivemos, de tudo.
Jamais serão esquecidos, está tudo cá dentro, na minha memória, lembro-me de tudo como se fosse hoje.
Ainda imagino, ou sonho, como seria hoje, se cá estivesses, se te encontrasse na rua, é parvo da minha parte, mas sonho imensas vezes com isso.
Sonho imensas vezes, ou seja penso, como era a tua reacção em relação a minha sexualidade, em tudo.
Ainda penso, nos teus beijinhos, nos teus abraços, nos teus sorrisos, e para que saibas, dentro da minha carteira, está uma fotografia tua, mãe.
Sempre que a abro, vejo-te, olho para ti, fico ali a pensar, o que é feito de ti, e muita gente diz que sou parecida contigo.
Desculpa não ter nenhuma prenda para ti, deves pensar que não me importo com isso, apenas, não sei onde te deixar a prenda.
Mas te deixo este texto, sê feliz, mãe.
Sê tu própria, vive a vida lá em cima, ou seja, onde quer que estejas, espero que estejas bem, sê o meu anjo da guarda, protege-me do mal, só tu tens este poder.
AMOTE sem hífen, do fundo do meu coração, minha querida mãe.
Mais uma coisa, o meu sonho, grande sonho, era quando for ainda mais crescida, ter filhos, e ouvir :
Bom dia amor, da minha "futura" mulher do futuro, e bom dia mãe dos meus filhos, e ouvir os meus filhos a te dizerem Bom dia avó, e a minha "futura" mulher do futuro a dizer, bom dia Sogra.
Um dia, falarei de ti, a eles.
Beijinhos com muito amor da filha que te ama, e que sente a tua falta.



terça-feira, 5 de março de 2013

O mar é...

O mar é sereno, é tão alegre,
ás vezes, outras vezes tão ofegante,
por vezes as ondas bailam suavemente,
outras vezes agressivamente...
Também se identifica com as pessoas.
Em vez de nos identificarmos com o mar.
Olhamos para ele e para nós próprios,
ao olhar fixamente para ele,
sentamo-nos em cima da areia.
Em cima dela, está uma das minhas mãos a mexer nela e outra no cabelo,
eu sozinha no meio disso,
a pensar em muita coisa,
seja no passado, agora ou no futuro,
nada importa.
E claro a música não pode faltar,
pois também ajuda muito, mesmo que esteja a ouvir,
oiço também as ondas.
Aquele sítio é propriamente onde podemos sinceramente estar sozinhos,
sossegados a pensar em coisas boas ou más.
Até em desilusões ou traições, traumas, tanta coisa...
Sendo assim, mais vale viver nas boas memórias.
Nem sempre é assim, falar é fácil,
mas controlar é difícil.
O que tens a fazer é não tentar lembrar ou relembrar isso que só magoa psicologicamente ou até no seu próprio coração.
Não tenho moral para falar,
porque já pensei nessas coisas.
Não é apenas o coração, sim, também por coisas próprias, familiares até com amigos.


P.S : A única coisa que tenho a dizer e : Não se preocupem, sejam felizes ! Tentem nunca pensar em coisas negativas, sim nas positivas.

mar...

Aqui estou eu no mar,
tão sereno, tão calmo,
tão azul, tão espumante,
á volta do mar estou eu,
sozinha e a apreciar.
Olhando para o mar,
sentir-me hipnotizada pelo som do mar,
deitada em cima da prancha,
toda sorridente e a cantarolar.
As ondas do mar a chamar por mim,
a bailar e a fazer remoinhos em meu nome,
sentia-me livre no meio do mar,
feliz sem ninguém,
para me incomodar.

sábado, 1 de setembro de 2012

mãe


mãe, esta foto pode ser antiga, mas é fofa e é dedicado a ti.
perder-te minha mãe custou imenso, eu tinha apenas uns 6 ou 7 aninhos, custa imenso não puder te chamar mãe, custa não ter-te aqui agora, sei que querias me ver crescer, mas viste os outros a crescer, a mim só viste até essa idade. Custa não ter abraços de mãe, conversa de filha para mãe, epá... Gostava que estivesses aqui, me visses a 
crescer, me visses a passar de ano, me visses agora que passei para o 11 ano, me visses feliz, te apresentar pessoas com quem sou feliz, até mesmo com quem namorar. Sabes, tenho pena que isso não tivesse acontecido. Mas não deixas de ser minha mãe, não deixas de ser a mulher da minha vida, amo-te. Não te julgo por nada, além do mais, orgulho-me de ti !
aproveita a vida onde quer que estejas que ainda não tenhas tido oportunidade de aproveitar.
Sei que já passaram 12 anos, mas é normal te querer aqui agora, pois... é coisa que não estás, estás entre as estrelas do céu, do sol, nas nuvens, a passear por aí invisivel, eu não te vejo, mas tu? vês-me a mim, a toda gente.
Graças a ti, sei ser sensível, ou seja, depois da sua morte, tornei-me sensível, tornei-me forte, sou uma rapariga que quando vê sem abrigo na rua, que dá moedinhas, quando vê pessoas doentes, fica com pena, quando vê idosos a passar na rua, ajudo-os a passar na passadeira, sou uma pessoa que gostaria de conhecer miudos doentes, apoia-los, gostaria de conhecer pessoas doentes...
Respeito a sociedade, respeito bairros, pessoas, profissões deles.
Cada um é como é. 
E, sei que me viste a trabalhar no canil, só eu é que não te vejo, tu me vês em todo lado.
Porque não te vejo uma vez? Quero dizer te coisas lindas, coisas que nunca te disse, quero ver-te sorrir mais uma vez, quero sentir o teu carinho, quero sentir os teus abraços.
lembro-me da nossa despedida, lembro me antes de morreres.
amo-te eternamente.

domingo, 12 de agosto de 2012

Poema para cães

O melhor companheiro,
é aquele que faz ão ão,
é um grande amigo daqueles que o são,
grande companheiro, verdadeiro,
fiel, valente, amável. 
O cão é abandonado por muitas pessoas,
vai parar ao canil com raiva, com medo,
maluco, triste e precisa de muito amor.
Precisa de ser adoptado, ser tratado como deve ser,
e não como lixo. 
O cão é um animal de facto muito inteligente,
ajudante, defensor, companheiro.
O coração deles não é um brinquedo, 
como o fazem ser.
Se as pessoas querem ter respeito,
respeitem os animais.
Antes de adoptar um cão, 
pense se o quer mesmo, 
se o quer, não o abandone,
o animal nunca esquece o que lhe fazem,
têm sentimentos como nós. 
Eles sabem sentir afeto, amor, 
no fundo têm muito para dar.
Rafeiros ou raças, são todos iguais,
só precisam de dono de raça. 
Tal como pensam dos pitt bull serem maus,
e porquê?
Porque vocês o tornam assim,
no fundo eles são bons companheiros tal como os outros,
vocês fazem-nos sentir inferiores.
Os cães merecem ser tratados, merecem ter casa,
amor...
Não merecem ser abatidos, sofrer, chorar por dentro,
tudo por vossa causa. 

Vocês cães, são os meus heróis,
os animais mais saudaveis, amorosos,
inteligentes e não são burros nem idiotas. 

Escrito por mim. 



terça-feira, 1 de novembro de 2011

O amor de animal...

Cresci sempre rodeada de cães..
Há quatro semanas faleceu uma cadela minha, de quem podia contar tudo, era a minha companheira desde aos 6 ou 7 anitos, a melhor amiga que alguma vez tivera na vida, a melhor cadela, tive os melhores cães desde em miúda... Sempre tive cães, todos eles faleceram, alguns ainda cá estão..
Nunca tinha pensado em me apegar tanto a cães, o quão hoje são o meu vício, diria que não posso viver sem eles, sem o bom companheirismo deles, são fofinhos, amáveis.. E é pena haverem pessoas a abandonar os animais nas ruas, a brincar com os sentimentos deles, a maltratarem-nos.. Muitas pessoas pensam que eles não têm sentimentos, mas quem é que disse isso?
Estão enganados, ás vezes que passo na rua... Fico triste por ver cães abandonados, maltratados, com olhares tristes, tudo isso entristece-me, se eu pudesse ficava com eles.
Existem canis para tratá-los, cuida-los, dar comida.. Sim, mas depois abatem-nos. Não é isso que eu quero, quero vê-los com um bom lar, com uma boa família, que sejam felizes como nunca tinham sido. Só queria saber porque é que há pessoas insensíveis, más..
Se maltratam ou abandonem-os, mais valia não irem busca-los, só querem vê-los sofrer, é isso?
É uma coisa que nem sequer tem piada nenhuma!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Espelho meu

Todos os dias, quando estava em casa, ia sempre olhar-me ao espelho, fazia caretas, para ver se a minha cara se tinha modificado, mas sempre que a via, tudo permanecia igual e, então, sorria-me para ele…
Porem, houve um dia que tinha ido ver-me enquanto estava a arranjar-me, só que… de repente, assustei-me logo…
Tinha mudado! Que se passava? Não entendia o porquê. Aquela pessoa não era eu. Falei para mim mesma, mas que raio é que a Luzia está ali a fazer? Só podia estar possuída, senti-me estranha, diferente. Senti-me mulher, adulta, ou seja… eu… Era apenas uma rapariga de 16 anos e agora com o corpo de uma mulher que parecia ter uns 30 e tal anos. Dantes, eu era uma rapariga baixinha com apenas um metro e 59, cabelo encaracolado, olhos castanhos-claros, rebelde e adolescente. Era uma jovem muito sorridente, simpática, brincalhona, divertida e meio tonta. Agora, ali reflectida, sentia-me tão estranha com um corpo de uma senhora. Uma mulher alta, com cabelo encaracolado e comprido, com olhos castanhos e pele clara. Era sorridente, sim! Mas não queria isso, queria voltar ao normal, a ser EU! Só que percebi como é que seria possível. Como é óbvio, quase enlouqueci. Tinha de me habituar a ser ELA, enquanto me olhava para o espelho assustava-me com o seu sorriso trocista, e eu cada vez chorava mais e balbuciava:
- Porque é que isto me aconteceu? Que mal fiz eu? Deixa-me voltar ao normal, por favor! Sai daqui Luzia…
Ela, dentro de mim… :
- Não vou sair, vais sofrer imenso com isso.. A culpa não foi minha, foi do destino… Se calhar estavas destinada a ser eu!
- Não brinques com uma coisa dessas, por favor, que não estou a achar piada nenhuma.
Via os gestos dela… O seu sorriso de zombadora, só me dava vontade de partir o espelho e nunca mais o ver… Em vez disso, saí a correr, gritei:
- Por favor, pára de me atormentar… Eras boa e agora fazes-me isso porquê?
Luzia com um sorriso:
- Porque queria voltar a ser jovem, fartei-me de ser adulta! Deixas me ser jovem por um dia?
E eu… A chorar… Titubeava:
- Se deixo? Até à meia noite e depois devolves me a adolescência, pois, já sinto a falta dela, enquanto tu és EU, não faças nada, não cometas nenhum, erro, ouviste?
Se vires alguém conhecido, tenta fugir, por favor. Bom, vou ter que sair, pois já que eu sou TU…! Vou aproveitar ouvir, ou seja, ouvir perfeitamente bem por apenas um dia, quero que seja inesquecível, vou para as aulas, vou exercer a minha temporária profissão de intérprete de LGP..
Ela que é EU… :
- Não farei nenhum disparate, prometo.
E eu… :
- Está bem… Até logo à meia noite…
Ambas aproveitaram bem o dia, quando chegou a meia noite, sentaram-se na cama a conversar…
- Nunca mais quero ser adolescente, nunca mais…
- E eu é que não quero ser adulta, credo…
E sim, ambas aprenderam a lição… Nunca mais voltaram a cometer o mesmo equívoco, cada uma contente com o seu corpo ter voltado à real dona..